Programação

MAR à tona :: A rua e os possíveis usos da cidade

23 de setembro de 2017 | 14h às 16h
A cidade do Rio de Janeiro é historicamente marcada pela ocupação dos espaços públicos. Ruas, praças, museus, teatros e saguões servem de palco para manifestações que, convidadas ou não, levam vida e trazem novos sentidos de uso a esses  lugares. Transversal as manifestações, estão as políticas pública que, orientadas pela ordem racional, atuam de maneira ambivalente promovendo e reprimindo as ocupações dos espaços públicos. 
Os choques de ordem, promovidos para “pôr fim à desordem urbana”, acabaram por revelar as dificuldades e empecilhos criados para a ocupação civil da urbes. Ao mesmo tempo que se fala em utilizar as ruas, existe um desejo de controlar o que se encontra nesse espaço; a livre expressão e utilização do espaço público é restringida por aparatos que se reinventam a cada novo governo.
A terceira conversa do projeto MAR à tona tem como objetivo apresentar os usos culturais da rua através de diferente pontos narrativos. Abordando a temática dos refugiados que vem para o Brasil fugindo de situações de conflito em seus países de origem, e atualmente, ocupam a cidade do Rio  de diferentes modos com feiras e atividades em espaços públicos relação nem sempre ausente de conflito.Já as rodas culturais  ocupam semanalmente, cerca de cem espaços por todo o estado do Rio de Janeiro, levando jovens a se encontrarem nas praças para a prática da cultura do improviso rimado. Essas e outras práticas promovem sociabilidade nos espaços da cidade e são submetidas a relações ambivalentes com o estado que ora atua reprimindo ora atua afirmando a cultura nas ruas. 

PROGRAMAÇÃO
10h às 18h -
Feira da Diversidade com comidas e artesanato
10h às 13h - DJ Bob Selassie (set de músicas latinas, caribenhas e africanas)
13h às 14h - Guaporés (banda carioca)
14h às 16h - Conversa: Espaço Público e os possíveis usos da cidade
16h às 17h - Fábrica Nômade Sonora (banda carioca)
17h às 18h - Congo Folklorico (Artistas do Congo)

Convidados para o debate:
Yves Abdalah Makangua

Jovem refugiado congolês que vive no Brasil desde 2010, estudante de Engenharia Química, Humorista, Professor de Dança, integrante da Associação Mawon que promove diversidade, conexão e integração dos imigrantes na sociedade brasileira através da cultura e gastronomia.  

​Robert Montinard
Produtor cultural, Musico, Fundador do Mawon Haitiano que vem pro Brasil logo depois do Terremoto em 2010. Promovendo à integração, a diversidade,  a conexão e a mobilidade dos migrantes pelo mundo sem fonteira.​

Dom Negrone
Mestre de Cerimônias de eventos de Arte Urbana por todo o Rio de Janeiro e é um dos produtores e ativistas culturais nasorganizações das Rodas de Rimas e Batalhas de MC's que a cada dia fazem surgir novos grupos e Mcs que deixam o anonimato para ganhar projeção nacional.O Mestre de Cerimônias, um dos elementos originais da cultura Hip Hop, é o responsável pelo ritmo da festa não deixando ninguém ficar parado trazendo interatividade entre o público e o evento.

Pedro Rivera
Arquiteto com mestrado em urbanismo pelo PROURB. Sócio do escritório Rua Arquitetos e diretor do Studio-X Rio, que faz parte de uma rede global de laboratórios para pensar o futuro das cidades da GSAPP Columbia University. Foi professor da PUC-Rio e da Universidade Estácio de Sá.

Sobre o MAR à tona
O MAR à tona surge como um programa aberto às múltiplas interações do pensamento, da linguagem, do real e do imaginário, tendo a cidade como locus do ser-no-mundo contemporâneo. Compreendemos que pensar a cidade é também refletir sobre as subjetividades que permeiam o espaço físico e a coletividade em suas tensões, conflitos e convergências. Ao debruçar-se sobre as artes e as culturas urbanas, o MAR à tona — pensado a partir da interlocução das equipes de Conteúdo, Educação e Produção do Museu — dialoga com as inquietações do presente, atento às suas implicações históricas, estéticas, sociais, econômicas e políticas.

Local: Pavilhão de Exposições | Sala de Encontro