Programação

MAR na Academia | Dja Guata Porã

26 de julho de 2017 | 10h às 13h e 14h às 17h
Dja Guata Porã: Rio de Janeiro indígena, exposição do Museu de Arte do Rio – MAR, é um caminho por entre a história e a contemporaneidade das culturas indígenas nesta região do Brasil. Dando continuidade ao programa de discussão iniciado em novembro de 2016, o MAR realiza uma série de debates sobre temas que simultaneamente a atravessam e transbordam.

:: Calendário 
9 junho | das 14h às 17h
>> Contexto Urbano
Sallisa Rosa (GO/RJ) + Denilson Baniwa (AM/RJ)
Mediação: Pablo Lafuente (ESP/RJ)

26 julho | 10h às 13h e 14h às 17h
>> Manhã
>>> Museus Indígenas/Museus e Indígenas
Elvira Espejo (Museu Nacional de Etnia e Folclore de La Paz, Bolívia) +  Suzenalson Kanindé (Museu Kanindé, Ceará) + Tamimi Borsatto (Museu Índia Vanuíre, São Paulo)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

>> Tarde
>>> Cosmologias
Ibã Huni Kuin (MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin, Acre) + Felix Karai (Peteîn xeramoi "um ancião" do povo Mbyá Guarani, Rio de Janeiro)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

27 julho | 10h às 13h e 14hrs às 17h
>> Manhã
>>> Demarcação Já
Joênia Wapixana (RR) +  Tônico Benites (RJ)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

>> Tarde
>>> Demarcação Já
Edson Kayapó + Luiz Henrique Eloy (DF)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

Local: Escola do Olhar

:: Museus Indígenas/Museus e Indígenas
Para além do projeto histórico do Museu do Índio, concebido por Darcy Ribeiro, em tempos recentes foram fundados diversos museus indígenas pelo Brasil, como ao mesmo tempo foram intensificadas e complexificadas as relações entre culturas indígenas e museus, simultaneamente potentes e repletas de desafios. Esta mesa de debates reúne experiências de museus, de arte e de outras práticas culturais em torno de museus e projetos de memória e ação social.

:: Cosmologias
A diversidade das cosmovisões dos povos indígenas será o tema desta mesa de debates, numa conversa sobre concepções de mundo, tempo, humanidade, natureza, cultura, dentre outras.

:: Conferencistas
Pablo Lafuente (mediação)
Pablo Lafuente é um curador, professor e escritor que mora no Brasil. Trabalhou como curador associado para Office for Contemporary Art Norway de 2005 a 2013; foi editor da revista Afterall e de Afterall Books em Londres desde 2001 até 2013. Foi também professor pesquisador em Central Saint Martins – University of the Arts London em Londres. Foi parte da equipe curatorial da 31a Bienal de São Paulo (2014), e curador de A Singular Form (Secession, Viena, 2014), assim como da representação oficial da Noruega nas Bienais de Veneza de 2011 e 2013. Seus textos tem aparecido em publicações na Europa e nas Américas. É co-curador do projecto expositivo Zarigüeya/Alabado Contemporáneo, que responde à coleção de arte precolombino do Museo Casa del Alabado em Quito (2016–20). Em Maio de 2017 inaugurou a exposição Dja Guata Porã: Rio de Janeiro Indígena no Museu de Arte do Rio (MAR).

Elvira Espejo Ayca
Elvira Espejo Ayca, diretora do Museu Nacional de Etnia e Folklore de La Paz, Bolívia; nasceu em el ayllu Qaqachaka (prov. Avaroa, Depto. de Oruro). Ela é artista, tecedora e poeta da tradição oral da sua região. Seu primeiro livro de contos ‘Ahora les voy a narrar’ (1994) foi finalista no concurso de literatura indígena da Casa das Américas em Cuba e logo foi publicada em Bolívia pela UNICEF e presenteada pelo então Vice Presidente da República: Lic. Víctor Hugo Cárdenas. Elvira se formou na Academia Nacional de Belas Artes Hernando Síles de La Paz, com a especialidade de pintura e meios bidimensionais, e una projeção de difundir a formação artística e textil no territorio Boliviano.

Félix Karai
Félix Karai Brisuela, povo Mbyá Guarani. Peteîn xeramoi é "um ancião", rezador de seu povo, de 70 anos de idade. Tem muito conhecimento adquirido sobre sua cultura que sempre procura compartilhar e difundir, promovendo assim melhor conhecimento sobre seu povo. Karai Mirim se preocupa com o seu próximo e com a natureza, e o faz através da prática de sua crença.

Suzenalson Kanindé
Professor da Escola Indígena Manoel Francisco dos Santos (Kanindé de Aratuba), Coordenador do Museu Indígena Kanindé, Representante dos povos indígenas no Conselho de Gestão Participativa e compartilhada do programa pontos de memória do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, Representante do seguimento indígena no Ceará no conselho Estadual de politica cultural do Ceará (SECULT- CE), Presidente do Comitê Gestor de Politicas Culturais Indígenas no Estado do Ceará e Articulador da Rede Indígena de Memória e Museologia Social do Brasil.

Tamimi Borsatto
Nasceu na cidade de Pompeia (SP), mudou-se para Tupã com sete anos. Formou-se no magistério na Escola Normal Particular Nossa Senhora Auxiliadora de Tupã em 1961. Lecionou entre 1962 a 1976 no Colégio Comercial Buarque de Macedo, nas cadeiras de História e Geografia. Como professora I efetiva trabalhou durante 27 anos, lecionando na Escola Estadual de 2o Grau em Herculândia, na cadeira de História. Foi auxiliar de Direção na E. E. Sylvio de Giulli, em Iacri, onde se aposentou em 1988. Por 13 anos atuou com terapia ocupacional no antigo Centro Pedagógico São Lucas. É uma das fundadoras da APAE de Tupã. Tem vasta formação complementar para atuar em museus. No Museu Índia Vanuíre foi orientadora pedagógica entre 1980 e 1987, diretora entre 1989 e 2007, a convite da Secretaria de Estado da Cultura, e gerente geral a partir de 2008, sob direção da ACAM Portinari. Nesse museu liderou e participou de inúmeras ações educacionais e expográficas, principalmente ações ligadas às comunidades indígenas da região, além de outros eventos. Pela sua intensa participação e projeção, é reconhecida como destacado membro da comunidade de Tupã e da região da Alta Paulista.

Ibã huni Kuin
Ibã huni Kuin (Isaías Sales) é um txana, mestre dos cantos na tradição do povo huni kuin. Ao tornar-se professor na década de 80, aliou os saberes de seu pai Tuin Huni Kuin aos conhecimentos ocidentais, passando a pesquisar na escrita a sua tradição junto com seus alunos. Ingressa na Universidade (Universidade Federal do Acre, Cruzeiro do Sul, AC) em 2008 e cria o Projeto Espírito da floresta visando, com seu filho Bane, pesquisar processos tradutórios multimídia para esses cantos compondo o coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin.

Inscreva-se aqui.
:: Informamos que o preenchimento do formulário não garante a sua vaga. A pré-inscrição apenas garante preferência na entrada das 13h às 13h45, respeitando ordem de chegada e sujeita a lotação do espaço (100 lugares). A fila para pré-inscritos iniciará às 12h40 e a identificação do público ocorrerá na recepção da Escola do Olhar, sendo necessária apresentação de documento com foto. Haverá lista de espera, das 13h45 às 14h, caso a sala não esteja lotada, respeitando o limite de lugares.