Programação

MAR na Academia | Dja Guata Porã

27 de julho de 2017 | 10h às 13h e 14h às 17h
Dja Guata Porã: Rio de Janeiro indígena, exposição do Museu de Arte do Rio – MAR, é um caminho por entre a história e a contemporaneidade das culturas indígenas nesta região do Brasil. Dando continuidade ao programa de discussão iniciado em novembro de 2016, o MAR realiza uma série de debates sobre temas que simultaneamente a atravessam e transbordam.

:: Calendário

>> Manhã
>>> Demarcação Já
Joênia Wapichana (RR) +  Tônico Benites (RJ)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

>> Tarde
>>> Demarcação Já
Edson Kayapó + Luiz Henrique Eloy (DF)
Mediação: Pablo Lafuente (RJ)

:: Demarcação já
A demarcação dos territórios indígenas, direito assegurado na Constituição Brasileira, é um projeto inconcluso por parte do Estado e da sociedade nacional. Cerca de 60% dessas terras ainda aguardam demarcação. Por outro lado, a recente história política do país indica retrocessos alarmantes em relação aos direitos indígenas, envolvendo o risco da paralisação das demarcações e, ainda, da revogação de territórios demarcados. A urgência do tema, oriunda de uma profunda dívida histórica em relação aos povos originários, se agrava diariamente.
A luta, a resistência e os desafios da demarcação das terras indígenas são o tema desta mesa.

:: Conferencistas
Pablo Lafuente (mediador)

Pablo Lafuente é um curador, professor e escritor que mora no Brasil. Trabalhou como curador associado para Office for Contemporary Art Norway de 2005 a 2013; foi editor da revista Afterall e de Afterall Books em Londres desde 2001 até 2013. Foi também professor pesquisador em Central Saint Martins – University of the Arts London em Londres. Foi parte da equipe curatorial da 31a Bienal de São Paulo (2014), e curador de A Singular Form (Secession, Viena, 2014), assim como da representação oficial da Noruega nas Bienais de Veneza de 2011 e 2013. Seus textos tem aparecido em publicações na Europa e nas Américas. É co-curador do projecto expositivo Zarigüeya/Alabado Contemporáneo, que responde à coleção de arte precolombino do Museo Casa del Alabado em Quito (2016–20). Em Maio de 2017 inaugurou a exposição Dja Guata Porã: Rio de Janeiro Indígena no Museu de Arte do Rio (MAR).

Joênia Wapichana
Joênia Wapichana é advogada, a primeira indígena do país a exercer a profissão. Atuou na demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, além de trabalhar no departamento jurídico do Conselho Indígena de Roraima (CIR) e na defesa de direitos de índios à posse de suas terras na Região Norte do Brasil. Foi a primeira presidente da Comissão de Direitos dos Povos indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), criada em 2013. Recebeu, em 2004, o Prêmio Reebok pela sua atuação na defesa dos direitos humanos. Em 2010, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Tonico Benites
Tonico Benites possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2004), mestrado (2009) e doutorado (2014) em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente é estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia, atuando principalmente nos seguintes temas: guarani kaiowá, movimento guarani e kaiowa, violações de direitos, violências contra os guarani e kaiowa, educação indígena e educação escolar.

Edson Kayapó
Filho de Kayapó, nasceu no estado do Amapá (fronteira com a Guiana Francesa) e ainda criança saiu dos meios indígenas para estudar em colégio missionário. Vivenciou o cotidiano de parentes de diversos povos, tanto no Amapá quanto em outras localidades. Atualmente é professor de história indígena e coordenador da Licenciatura Intercultural Indígena no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia da Bahia , em Porto Seguro, curso que atende os povos Pataxó, Tupinambá e Pataxó Hã Hã Hãe. É coordenador Adjunto do Programa Saberes Indígenas na Escola, vinculado ao MEC/SECADI. Foi Coordenador Geral dos Centros de Educação e Cultura Indígena em São Paulo, atuando junto aos Guarani, através do Instituto das Tradições Indígenas (IDETI). É doutor em História da Educação na PUC-SP, mestre em História Social na mesma Universidade, Graduado em História pela UFMG, com pós-graduação Lato Sensu (Especialização) em História e Historiografia da Amazônia pela Universidade federal do Amapá.

Luiz Henrique Eloy
Indígena da etnia Terena, advogado formado em direito pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB (2011). Doutorando em Antropologia Social no Museu Nacional - UFRJ, possui Mestrado em Desenvolvimento Local em Contexto de Territorialidades - UCDB (2013). Foi Membro da COMISSÃO ESPECIAL PARA DEFESA DOS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB (2012-2016). Atualmente é assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB. É coordenador da linha de pesquisa Genocídio Indígena no Brasil no Grupo de Confliros Armados, Massacres e Genocídios na Era Contemporânea da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Fundador do Núcleo de Defesa e Assessoria Jurídica Popular de Mato Grosso do Sul - NAJUP/MS e integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares - RENAP.

Local: Escola do Olhar

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