Programação

MAR na Academia | Encontros sobre Museus, Curadoria e Arquitetura - Reflexões sobre Arte, Arquitetura e Cidadania

22 de julho | 10h às 13h | 15h às 18h

O seminário reúne artistas e curadores em torno de possíveis relações entre arte, arquitetura e cidadania no contexto atual. Tal questão permite várias abordagens, que passam por aspectos formais, espaciais, culturais, sociais e, igualmente importante, do lugar que a arte ativa como processos de agenciamento, transformações e tensões. Em um momento em que boa parte da produção artística tem se interessado por uma ação no espaço urbano e a arquitetura atenta para as estratégias micro-políticas da arte, o seminário abre um oportuno fórum de reflexão sobre o panorama urbano brasileiro.

CALENDÁRIO ::

>> 13/07, das 15h às 18h
Palestrantes: Cauê Alves (SP) e Lucia Koch (SP)
Mediador: Jorge Menna Barreto (RJ)

>> 22/07, das 10h às 13h
Palestrantes: Marcelo Dantas (SP) e Benjamin Seroussi (SP)
Mediador: Mário Chagas (RJ)

>> 22/07, das 15h às 18h
Palestrantes: Jochen Volz (SP) e Ana Maria Tavares
Mediador: Ricardo Basbaum (RJ)

CONFERENCISTAS ::

Cauê Alves
Cauê Alves, São Paulo, Brasil, 1977 é doutor em Filosofia, professor do Departamento de Arte da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP e do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Desde 2016 é curador geral do MuBE. Foi um dos curadores do 32º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2011) e curador adjunto da 8ª Bienal do Mercosul (2011). Foi membro do Conselho Consultivo de Artes do MAM-SP (2005-2007) e curador do Clube de Gravura do MAM-SP (2006-2016). É autor do livro Mira Schendel: avesso do avesso e da mostra homônima (Bei Editora/ IAC, 2010). Foi curador assistente do Pavilhão Brasileiro da 56a Bienal de Veneza (2015).

Lucia Koch
Lucia Koch, nasceu Porto Alegre RS 1966. É bacharel e mestre em artes visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Possui obras nas coleções do Museu de Arte Moderna de São Paulo; MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães em Recife; Pinacoteca do Estado de São Paulo; MAC-Museu de Arte Contemporânea do Paraná; ItaúCultural; Fundación ARCO – Espanha; University of Warwick – Reino Unido.

Jorge Menna Barreto
Jorge Menna Barreto é artista e pesquisador. Há 20 anos deixa que o lugar determine aquilo que irá construir e, mais recentemente, o que irá comer. É professor no Instituto de Artes da UERJ e doutor em Poéticas Visuais em Artes pela USP (2012). Desde sua pesquisa de pós-doutorado na UDESC (2014), tem investigado relações possíveis entre agroecologia e as práticas site-specific em arte. Em 2016 participou da 32a Bienal de São Paulo com a obra RESTAURO: Escultura Ambiental.

Marcello Dantas 
Curador e diretor de programação da Japan House São Paulo e diretor da Magnetoscópio Produções, Marcello Dantas é um criador multidisciplinar com ampla atividade no Brasil e em outros países. Trabalha na fronteira entre a arte e a tecnologia, produzindo exposições e projetos de museus que buscam criar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. Foi responsável pela concepção de importantes museus no país e no exterior, entre eles destacam-se o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, o Museu do Homem Americano, na Serra da Capivara, no Piauí, o Museu do Caribe, na Colômbia, a Fundación Telefónica em Buenos Aires, e, mais recentemente, a Japan House, na capital paulistana. Como curador, realizou mostras de Bill Viola, Tunga, Peter Greenaway, Jenny Holzer, Antony Gormley, Rebecca Horn, Anish Kapoor, entre outros. Foi o diretor Artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, e do Pavilhão do Brasil na Rio+20. É ainda o criador do plataforma de Arte Pública OiR no Rio de Janeiro, desde 2012.

Benjamin Seroussi
Benjamin Seroussi (1980, França) é diretor da Casa do Povo e curador do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto, ambos projetos sediados em São Paulo. Coordena o programa de cooperação cultural para America do Sul da Fundação pública Suíça Pro Helvetia. Atua como curador, editor e gestor cultural. Mestre em Sociologia da Arte pela Ecole Normale Supérieure e Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e mestre em Gestão Cultural por Sciences-Po, foi diretor de programação do Centro da Cultura Judaica de 2009 a 2012 e curador associado da 31ª Bienal de São Paulo. Como editor e curador, concebeu e desenvolveu as publicações Pop'Lab Guillaume-En-Egypte (2009, com Chris Marker, Annick Rivoire e Toffe) e a Revista 18 (2010-2012, com Michel Laub e Joca Terron Reiners); as exposições Visões de Guerra: Lasar Segall (2012, com Jorge Schwartz e Marcelo Manzoni) e Exceções, Nira Pereg (2012, com Sergio Edelsztein); assim como o projeto de pesquisa transdisciplinar Nova Jerusalém focado no estudo dos novos movimentos religiosos com Eyal Danon (2011- 2014). Escreve e palestra com frequência sobre assuntos curatoriais e gestão cultural. 

Mario Chagas
Mario Chagas, Poeta,  possui graduação em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio - 1976), Licenciatura em Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj - 1980), mestrado em Memória Social pela Unirio (1997) e doutorado em Ciências Sociais pela Uerj (2003). Um dos responsáveis pela Política Nacional de Museus (lançada em 2003) e um dos criadores do Sistema Brasileiro de Museus (SBM), do Cadastro Nacional de Museus (CNM), do Programa Pontos de Memória, do Programa Nacional de Educação Museal (Pnem) e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Fundador da Revista Brasileira de Museus e Museologia - MUSAS e criador do Programa Editorial do Ibram. Atualmente é professor da Unirio, com atuação na Escola de Museologia e e no Programas de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio (Ppgpmus); é Coordenador Técnico do Museu da República, professor visitante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), professor colaborador do Programa de Pós-graduação de Museologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), conselheiro científico do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), membro do conselho consultivo dos Cadernos do Ceom da Unochapecó e dos Cadernos de Sociomuseologia da ULHT. Tem experiência nacional e internacional no campo da museologia e da museografia, com ênfase na museologia social, nos museus sociais e comunitários, na educação museal e nas práticas sociais de memória, política cultural e patrimônio.

Jochen Volz 
Jochen Volz é Diretor Geral da Pinacoteca de São Paulo e curador do Pavilhão do Brasil na 53a Biennale di Venezia em 2017. Foi curador da 32a Bienal de São Paulo em 2016. Foi Diretor de Programação da Serpentine Galleries em Londres (2012 a 2015), Diretor Artístico do Instituto Inhotim, Minas Gerais (2005 a 2012) e curador do Portikus, em Frankfurt, Alemanha (2001 a 2004). Foi co-curador da mostra internacional da 53ª Bienal de Veneza (2009) e da 1ª Aichi Triennial, em Nagoya, Japão (2010) e curador convidado da 27a Bienal de São Paulo (2006), entre outras colaborações em exposições em escala internacional. Possui mestrado em história de arte, comunicação e pedagogia pela Humboldt Universidade de Berlin (1998). Vive em São Paulo.

Ana Maria Tavares
Ana Maria Tavares estudou Artes Visuais na FAAP, SP (1982), é mestre pela School of the Art Institute of Chicago (1986) e doutora pela USP(2000). Ganhou as bolsas Guggenheim Foundation Grant (NY 2001); Ida Ely Rubin Artist-in-Residence at MIT (Massachusetts 2001); Lynette S. Autrey Visiting Scholars do Humanities Research Center of the Rice University (Houston 2014). Ensina arte desde 1982 e a partir de 2000 integra o corpo docente da ECA/USP/SP. Suas obras recentes confrontam técnicas industriais com artesania para interrogar as implicações políticas, econômicas e sociais do movimento moderno no Brasil, mais especificamente, sobre gênero, raça e alteridade – questões comumente ignoradas nas visões que celebram o modernismo. Neste contexto, natureza tropical e a arquitetura – presentes nos diálogos das obras por meio do pensamento dos arquitetos modernistas, figuram como centro de suas investigações a partir dos anos 1990. Desde 1982 participa de exposições no Brazil e no exterior e suas obras pertencem à várias coleções nacionais e internacionais. Entre novembro de 2016 e abril de 2017 uma visão retrospectiva de seu trabalho pode ser visto na exposição “No Lugar Mesmo: Desdomesticando Trópicos” realizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Ricardo Basbaum 
Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Artista e escritor, participa regularmente de exposições e projetos desde 1981. Atua a partir da investigação da arte como dispositivo de relação e articulação entre experiência sensória, sociabilidade e linguagem. Tem desenvolvido um vocabulário específico para seu trabalho, aplicado de modo particular a cada novo projeto. Exposições individuais recentes incluem the production of the artist as collective conversation (Audain Gallery, Vancouver, 2014), nbp-etc: escolher linhas de repetição (Galeria Laura Alvim, Rio de Janeiro 2014), Diagramas (Centro Galego de Arte Contemporánea, Santiago de Compostela, 2013) e re-projecting (london) (The Showroom, Londres, 2013). Participou da documenta 12 (2007), da 20ª Bienal de Sydney (2016), da 30ª e 25ª Bienal de São Paulo (2012, 2002) e de The School of Kiev (2015), entre outros eventos. Em 2015 desenvolveu projeto para It Might be Possible that the World Itself is Without Meaning* - Performances, actions, and interventions in urban space (Stadtkuratorin, Hamburgo). Curador de Mistura + Confronto (Central Electrica do Freixo, Porto, 2001) e co-curador do Panorama da Arte Brasileira (MAM-SP, 2001), On Difference #2 (Kunstverein Stuttgart, 2006) e pogovarjanja/conversations/conversas (Skuc Gallery, Ljubljana, 2006). Co-editor da revista item (1995-2003) e co-diretor da agência Agora (1999-2003, Rio de Janeiro). Sua produção de diagramas está reunida no livro Diagrams, 1994 – ongoing (Errant Bodies Press, 2016). Autor de Manual do artista-etc (Azougue, 2013), Ouvido de corpo, ouvido de grupo (Universidade Nacional de Córdoba, 2010) e Além da pureza visual (Zouk, 2007). Trabalhou como Professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro de 1998 a 2016. Professor Visitante da Universidade de Chicago entre outubro e dezembro de 2013. Artista Residente da Audain Gallery (Vancouver) em outubro de 2014. Atualmente é Professor do Departamento de Artes da Universidade Federal Fluninense.

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