Exposições anteriores

Ângulos da notícia - 90 anos de fotojornalismo do Globo

Nos 450 anos do Rio de Janeiro, o Museu de Arte do Rio abre ao público Ângulos da Notícia – 90 anos de fotojornalismo do Globo. São mais de 150 fotografias de Custódio Coimbra, Bruno Veiga, Sebastião Salgado, Eurico Dantas, Marcelo Carnaval e Marcia Foletto, entre outros grandes nomes do fotojornalismo nacional, que diariamente emprestam seus olhares para levar informação à milhares de leitores. Com curadoria do MAR e O Globo, a exposição apresenta um Rio que passa cotidianamente pelas páginas do jornal, com suas alegrias, dores, destruição e reconstrução, num testemunho de uma cidade que não para de se reinventar. 

Cada núcleo da exposição terá seu texto assinado por jornalistas e colunistas conhecidos do grande público. Miriam Leitão escreverá sobre o período da ditadura, que na exposição será apresentado por imagens que abrangem desde as primeiras movimentações para o Golpe de 64 até fotos raras do cadáver do estudante Edson Luiz, com a propriedade de quem viveu os terrores da época. Ainda na área política, Merval Pereira contextualizará o cenário anterior ao ano de 1961, com o isolamento do poder em Brasília, e o lento processo de redemocratização que leva à constituição de 1988. Os debates sobre habitação social e transformações urbanas, temas amplamente discutidos em exposições do MAR, dessa vez serão tratados por Sergio Magalhães, enquanto o editor de Sociedade, William Helal Filho, discorrerá sobre religião e educação, assuntos que também fazem parte da rotina do museu.

Apaixonado pelas mulatas do carnaval, Ancelmo Gois escreverá sobre os registros da festa e sua relação com a cultura afro-brasileira. Imagens que ajudam a reforçar o imaginário da cidade maravilhosa, unindo o Rio e seus contornos, vistos do chão e do céu, serão traduzidas pelo texto do veterano João Máximo. Já na contramão da alegria e da beleza carioca, as dores causadas por catástrofes naturais, pela violência e pelo agressivo processo de pacificação serão expressadas por Paulo Motta, editor executivo do Globo.

O amor pelo esporte virá representado por Fernando Calazans em um núcleo que reúne grandes lances do futebol, a primeira capa do ídolo Ayrton Senna e cenas inusitadas de diversas modalidades. A música popular brasileira e seus grandes personagens serão introduzidos pelo cronista Nelson Motta. Já o fotojornalismo do Globo será apresentado pelo editor de opinião, Aluísio Maranhão, e a mostra contextualizada por Ascânio Seleme, diretor de Redação. 

Atualmente dirigida por Antônio Ribeiro, a seção de fotografia do Globo valoriza o papel histórico e contemporâneo de um jornal na elaboração da notícia cotidiana. O design gráfico do veículo, renovado em 2012 por Chico Amaral – que trabalhou na remodelação de jornais como El País (Espanha), The Independence (Inglaterra), Clarím (Argentina) e O Estado de São Paulo –, estabelece uma nova relação entre imagem e texto.

Ângulos da Notícia – 90 anos de jornalismo do Globo celebra o aniversário do maior jornal da cidade e integra uma série de exposições que ressaltam a importância do fotojornalismo ao lado de mostras como Kurt Klagsbrunn, um fotógrafo humanista no Rio e Evandro Teixeira: a constituição do mundo. A série será completada com exposições sobre as revistas O Cruzeiro e Manchete, que serão organizadas em breve. Para marcar a abertura da mostra, uma Conversa de Galeria reúne jornalistas, fotógrafos e curadores no dia 29 de setembro, às 11h. Parte das obras em exibição serão doadas ao acervo do MAR. 

  • Foto: Thales Leite.

  • Foto: Thales Leite.

  • Foto: Thales Leite.

  • Foto: Thales Leite.

  • Foto: Thales Leite.

  • Foto: Thales Leite.

  • ARQUIVO AGÊNCIA O GLOBO. Cartão postal. O cinema e a publicidade tinham nos anos 60 a Praia de Copacabana como um dos seus cenários prediletos. Antes da duplicação da Avenida Atlântica, modelos foram clicadas numa campanha em comemoração à semana internacional da aeromoça, 1966

  • DOMINGOS PEIXOTO. Mancha. Em janeiro de 2000, um vazamento num duto da Petrobras causou um dos mais maiores derramamentos de óleo na Baía de Guanabara. A imagem registrada por Domingos Peixoto de um mergulhão agonizante na Praia de Mauá, em Magé, ganhou o Prêmio Firjan de Jornalismo Econômico, categoria Fotografia, 19/01/2000.

  • MARCELO CARNAVAL. Ônibus 174. Durante quase cinco horas, em transmissão ao vivo pela TV, o público acompanhou a tragédia do ônibus 174 no Jardim Botânico. Mal o assaltante Sandro Nascimento, de 21 anos, subiu no veículo, um passageiro notou que ele portava uma arma e avisou uma viatura da polícia que passava. Cercado, ele fez de todos os oito passageiros reféns, ameaçando matá-los. Numa desastrosa operação policial, o sequestro terminaria com Sandro assassinando a professora Geisa Gonçalves e sendo morto asfixiado por PMs dentro de um camburão, 12/06/2000.

  • MARCELO CARNAVAL. A voz do povo. A previsão era que todas as atenções em junho de 2013 estariam voltadas para a Copa das Confederações. A competição, entretanto, ficou em segundo plano diante das manifestações que explodiram pelo país inteiro contra o aumento das tarifas do transporte público e a favor de mais investimentos em serviços públicos, saúde e educação. No Rio, a Avenida Rio Branco foi tomada pelos manifestantes, 17/06/2013.

  • GUSTAVO MIRANDA. Flagra. Cinco anos depois de iniciado o julgamento do mensalão, o seu relator, ministro Joaquim Barbosa, assume a presidência do Supremo Tribunal Federal e, nessa condição, seis dias depois, anunciaria as penas dos 25 réus condenados pelo escândalo de compra de votos de parlamentares. Na cerimônia de posse, a presidente Dilma solta a capa do ministro que havia ficado presa na cadeira, enquanto o deputado Marco Maia, presidente da Câmara, aplaude Barbosa, 22/11/2012.

  • DOMINGOS PEIXOTO. Crime. O cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, é atingido por um rojão lançado por manifestantes quando cobria um protesto, na Central do Brasil, contra o aumento das tarifas dos ônibus no Rio. Andrade morreu por causa dos ferimentos causados pelo artefato. A série de fotos “Crime contra a liberdade de imprensa” deu a Domingos Peixoto um sem-número dos mais prestigiados prêmios: Esso, Rey da Espanha, Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, Embratel, CNT, Barbosa Lima Sobrinho e AMB, entre outros, 05/02/2014.

  • JORGE MARINHO. Bola fora. Momento de tensão na decisão do Campeonato Carioca de 1981: Roberto Dinamite, ídolo do Vasco e um dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro, cobra falta contra o Flamengo. Mas ele, que marcara 31 gols no certame, não seria feliz. O Flamengo se sagraria campeão na partida que ficou célebre pela invasão de um ladrilheiro torcedor rubro-negro, 06/12/1981.

  • WILSON DUARTE. Craque. Pela Copa Roca de 1963, Pelé, já bicampeão do mundo aos 22 anos de idade, recebe dura marcação cerrada de Cielinsky na partida que os argentinos venceram por 3 x 2 em São Paulo. Este flagrante, batizado de “Até o impossível para marcar Pelé”, conquistou menção honrosa no Prêmio Esso de 1964, 13/04/1963.

  • SEBASTIÃO MARINHO. Cidade do Rock. Durante décadas destino raro para os grandes nomes em evidência da música internacional, o Brasil passaria a ser visto com outros olhos a partir daquele janeiro de 1985. Num terreno enorme na Barra, o megaevento Rock in Rio duraria dez dias e atrairia cerca de 1,4 milhão de pessoas. Na inauguração do festival, em que o Queen era o principal cartaz, Ney Matogrosso foi o primeiro a se apresentar .11 /01/1985.

  • BRUNO VEIGA. Roda e avisa. Um dos maiores comunicadores do rádio e da TV brasileiros, o pernambucano José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, comandou alguns dos mais famosos programas de auditório dos anos 1950 aos 80. Entre os seus bordões mais famosos estão "Eu não vim aqui para explicar, eu vim para confundir" e "Quem não se comunica se trumbica". Na imagem, o apresentador marca presença pitoresca no campo do Polytheama, o time de Chico Buarque. 24 /01/1985.

  • FABIO ROSSI. Revitalização. Programado para ser o primeiro marco da revitalização da Praça Mauá, o Museu de Arte do Rio (MAR) superou as expectativas, tornando-se rapidamente um espaço cultuado pelos cariocas. Iniciativa da prefeitura do Rio e da Fundação Roberto Marinho, o MAR abriga-se em três edifícios famosos da Mauá - o Palacete Dom João, a antiga rodoviária do Rio e um prédio da Polícia Federal -, reformatados e integrados por elogiado projeto arquitetônico que levou apenas três anos para ser executado, 27/02/2013.

  • ARQUIVO AGÊNCIA O GLOBO. Glória. Bellini, o zagueiro-capitão da seleção brasileira de 1958, ergue a Jules Rimet com as duas mãos, num gesto que, a partir dali, seria repetido mundo afora. A euforia pela conquista do primeiro Mundial tomou conta do país, 29/06/1958.

  • MARCOS TRISTÃO. Um adeus. A imagem das lágrimas rolando pelo rosto do menino Diego Frazão enquanto tocava violino durante o enterro de Evandro João da Silva, coordenador do Projeto Social do AfroReggae, assassinado durante um assalto no Centro do Rio, não só emocionou a opinião pública como conquistou o Prêmio Imprensa Embratel 2010. Menos de seis meses depois de se tornar conhecido, Diego voltaria a comover o país com a notícia de sua morte por leucemia, 18/10/2009.

  • GUITO MORETO. Ameaça. Seguranças da sede do BNDES, na Avenida Chile, fogem diante da aproximação do índio Winatan Pataxó, então com 26 anos de idade. Durante a conferência Rio+20, líderes indígenas manifestaram à direção do banco sua revolta com a liberação de recursos da instituição a projetos nocivos ao meio ambiente, 17/06/2012.

  • DOMINGOS PEIXOTO. Desemprego. Em 2003, o primeiro dia de inscrições para concurso de seleção de garis provocou confusão no Sambódromo. Muitos dos 15 mil candidatos que se encontravam na fila há pelo menos 48 horas se irritaram com a falta de organização e começaram a protestar. O Batalhão de Choque usou bombas de efeito moral para controlar a situação. A imagem conquistou o Prêmio Rei de Espanha de 2003, 23/06/2003.