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“Uma poética do recomeço” afirma a potência da presença da negritude em obras do artista. A entrada para a abertura é gratuita.

Percorrer os olhos pelas diversas imagens que atravessam a produção de César Bahia nos faz refletir sobre seus interesses e a sua forte ligação com a cultura afro-brasileira. Artista baiano, residente de Fazenda Coutos, subúrbio de Salvador, possui tradição artística por ter nascido em uma família de escultores, foi com o pai que ele aprendeu boa parte da técnica do corte, entalhe, o uso do formão e da marreta.

Mais de 200 obras do artista, produzidas entre 2010 e 2023, reunidas no Acervo da Laje, estarão na exposição “Uma poética do Recomeço”, que inaugura no Museu de Arte do Rio a partir de sexta-feira, dia 28 de abril, e conta com a curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan, Thayná Trindade, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos e do Acervo da Laje. A entrada para a abertura é gratuita.

“A gente tem importantes famílias de escultores de várias gerações que lidam com isso, contudo César vai criando novidades nesse modo de fazer, entre elas o uso da cor, a policromia, que quebra a lógica da tradição e traz para um contemporâneo essas representações. Trazer César Bahia para o MAR é trazer um diálogo mais direto com uma produção que se expande muito pelo Brasil, mas que ocupa um lugar num viés do turismo e/ou do comércio direto, então traze-lo pra cá é sublinhar justamente o vínculo dele com a arte contemporânea” afirma Marcelo Campos, Curador Chefe do MAR.

A exposição conta com a parceria e curadoria do Acervo da Laje, uma casa, museu e escola que existe há 13 anos em Salvador, na Bahia, e que abriga milhares de obras artísticas, históricas e da memória do território, incluindo o amplo repertório produzido por César Bahia.

“O Museu de Arte do Rio entende que conceber uma exposição individual de César Bahia é cumprir a missão de ampliarmos as reverberações daquilo que, tradicionalmente, ficou conhecido como arte popular. Trazer tamanha quantidade de esculturas do artista para o MAR é um fato que tanto corrobora a grandeza do Acervo da Laje quanto cria novas possibilidades de interpretação para a sua poética dentro da arte contemporânea brasileira”, avalia Raphael Callou, diretor e chefe da representação da OEI no Brasil.