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Segunda edição do Ciclo de Seminários Mulheres nas Artes começa nesta sexta-feira, 4 de setembro

Em diálogo com a exposição “Casa Carioca”, o evento tem como tema “Arquitetura e Urbanismo”

Após uma primeira edição de sucesso no ano passado, com o auditório do Museu de Arte do Rio lotado para receber as artistas Anna Bella Geiger e Anna Maria Maiolino e a escritora Conceição Evaristo, o Ciclo de Seminários Mulheres nas Artes retorna ao museu, desta vez em uma edição totalmente online.

O evento acontece entre os dias 04 de setembro e 20 de novembro, no canal do MAR no YouTube, e tem como tema “Arquitetura e Urbanismo”, em diálogo com a exposição Casa Carioca.

A segunda edição do Ciclo de Seminários Mulheres nas Artes será dedicada ao estudo aprofundado da trajetória e da obra de mulheres brasileiras, entre artistas, arquitetas, pesquisadoras, autoras e ativistas. Dentre as participantes estão nomes como as arquitetas Joice Berth, curadora de “Casa Carioca” ao lado de Marcelo Campos, Diana Bogado e Iazana Guizzo, a curadora-adjunta do MASP, Sandra Benites e a jornalista Natália Alves. Com a proposta de dar visibilidade à produção cultural feminina, bem como estimular de forma geral a pesquisa e o desenvolvimento de projetos criados por mulheres, o ciclo tem ainda como objetivo dar continuidade ao processo gerador da exposição Mulheres na Coleção MAR (2018), aprofundando discussões e práticas em prol da igualdade de gênero.

Inteiramente ministrado por mulheres, o ciclo será dividido em três módulos: Cidade, etnicidade e ancestralidade; Cidade, corpo e gênero; e Cidade, classe e violência. Cada eixo será composto por duas palestras mensais, que contarão com tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).


PROGRAMAÇÃO:

Módulo I: Cidade, etnicidade e ancestralidade (04 e 18/09)

  • 04 de setembro

Palestrantes: Sandra Benites e Gabriela Gaia
Mediadora: Thaise Machado

Sandra Benites – Sandra Benites Guarani Nhandewa. Professora indígena de ensino fundamental e médio. Mestre em antropologia social. Curadora-adjunta no MASP. Atualmente doutoranda pelo Museu Nacional-UFRJ. Trata de narrativas contadas a partir das perspectivas das mulheres indígenas Guarani Nhandewa.  

Gabriela Gaia – Professora da Faculdade de Arquitetura da UFBA, é arquiteta e urbanista formada pela UFES. Mestre e doutora pelo PPGPAU/FAUFBA, onde integra o Grupo de Pesquisa Lugar Comum (PPGAU/FAUFBA), coordena também o Grupo de Estudos Corpo, Discurso e Território. Seus trabalhos versam sobre as narrativas, histórias, memórias e epistemologias produzidas sobre a cidade e seus apagamentos, aproximando-os do debate étnico-racial e de gênero. Foi vencedora do Prêmio de Teses da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (2017), com o trabalho intitulado “Corpo, discurso e território: Cidade em disputa nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus”. É também integrante da Coletiva Terra Preta.

Thaise Machado – Thaise Machado é curadora, palestrante, facilitadora, estrategista e gestora cultural. Formada em design de interiores, arquitetura e urbanismo. Pós-graduanda em assistência técnica, habitação e direito à cidade pela FAUFBA. Há quatro anos desenvolve uma pesquisa empírica sobre corpos negros e a interlocução da arte e cultura como ferramenta de pertencimento e ocupação do espaço. Foi co-criadora e diretora criativa da Três Tons Produtora, produtora cultural pioneira em protagonismo negro na cidade de Porto Alegre. Fez parte da Segunda NEGRA, projeto que discutia os fazeres artísticos negros, tendo intercâmbio com outros territórios brasileiros. Assina a direção de arte do premiado curta-metragem “Quero ir para Los Angeles”. Idealizadora dos projetos Negra Ativa e Festival Porongos. CEO na IBOKUN, onde desenvolve projetos com viés identitário, ressaltando a cultura negra. Membro do Comitê do 7° Prêmio de Arquitetura do Instituto Tomie Ohtake e Akzo Nobel.

  • 18 de setembro

Palestrantes: Bárbara Oliveira e Raquel Freire
Mediadora: Natália Alves

Bárbara Oliveira – Recifense, 28 anos. Bacharel em arquitetura e urbanismo pela UFPE, bolsista CAPES pelo programa Ciência sem Fronteiras – Itália (Università Degli Studi Roma Tre – 2014/2015). Autora da monografia “O reconhecimento das senzalas na conservação de engenhos” (UFPE – 2017). Mestranda em conservação e restauro pelo PPG-AU UFBA, onde desenvolve sua dissertação sobre a memória das senzalas. Criadora e pesquisadora da Ayô Arquitetura, plataforma virtual que visa democratizar questões étnico-raciais tanto na arquitetura, quanto no urbanismo.

Raquel Freire – Raquel Freire é graduanda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, pesquisadora e artista. Atuou na área de assistência técnica pela CODHAB (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal) e com arquitetura de interesse sócio-sustentável pelo CASAS, escritório modelo de arquitetura. Desde 2017 estuda as relações étnico-raciais no âmbito da arquitetura e urbanismo em Brasília e é uma das coordenadoras de pesquisa do Coletivo Calunga, composto por estudantes negros da FAU – UnB. Como coordenadora na Coletiva Arquitetas Invisíveis, pesquisa o perfil e a trajetória de arquitetas negras, analisando os enfrentamentos e possibilidades diante das desigualdades existentes na profissão e na arquitetura/cidade.

Natália Alves – Jornalista e pesquisadora em planejamento urbano e regional. Bacharel em comunicação social pela UFMG. Mestra em arquitetura e urbanismo pela UFMG. Doutoranda em planejamento urbano e regional pela UFRJ. Pesquisadora do Observatório das Metrópoles. Fundadora e integrante da coletiva Terra Preta. Atualmente desenvolve pesquisas a partir da intersecção de temas vinculados ao planejamento urbano; direito à cidade; cartografias críticas; narrativas intermídia; questões étnico-raciais e de gênero.   

*A programação para os seminários de outubro e novembro será divulgada em breve, aqui site e nas redes sociais do Museu de Arte do Rio.