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Arte Democracia Utopia – quem não luta tá morto

Assinada por Moacir dos Anjos, um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza, a mostra “Arte Democracia Utopia – Quem não luta tá morto” faz parte do programa de comemoração dos 5 anos da instituição.

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, exposição trouxe exemplos do pensamento utópico que marca a arte brasileira recente. Trabalhos artísticos realizados em momentos passados também estiveram presentes, além de propostas e ações realizadas por grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil que visam a construção de estruturas de atuação política e social.

Quem não luta tá morto é frase gritada por muitas e muitos dos que teimam em construir, em estado de constante disputa, lugares e tempos mais generosos e inclusivos. É frase dita bem alto, em particular, por aquelas e aqueles que buscam fazer valer, no Brasil, o direito constitucional à terra e à moradia.

Frase que sintetiza a certeza vital que move a construção utópica: a impossibilidade de estancar a busca do que se deseja e do que se precisa. Mas se a única alternativa à morte é a luta, é dolorosamente claro que a luta não impede a suspensão da vida, que quem luta também morre – com frequência justo por sua combatividade, por sua gana de inventar um mundo mais largo. Gente que é morta por querer impedir as mortes lentas que a existência precária fabrica, espelho das desigualdades abissais que fundam e estruturam o país.

As mortes de quem luta se transformam, por isso, em imperativo ético de resistência para quem fica; de fazer valer, a despeito de tudo, o valor da vida.

Se o assassinato de Marielle Franco é tentativa bárbara de sustar a potência da vida imaginada que a movia, o surgimento de mais e mais pessoas dispostas a publicamente sustentar e assumir, para si, as lutas pelas quais ela foi morta, é a tradução concreta da expressão Marielle Vive. Adotar aquela palavra de ordem como título da exposição é, portanto, querer estar junto, é querer fazer multidão. É lembrar que, enquanto houver desigualdades de acesso à condição de vida que para alguns já existe há muito, a história não tem fim”.

 

Fórum #MARaberto

Em paralelo à exposição, o Museu de Arte do Rio construiu o #MARaberto, um fórum pensado como lugar de encontro, discussão e ocupação, localizado nos pilotis do museu. A ideia foi de acionar vínculos entre arte, cultura, sociedade e política, gerando experimentos, reuniões, ensaios, oficinas, performances, saraus e o que mais for possível. Além de uma programação promovida por nós, com debates entre acadêmicos, artistas, lideranças e outros colaboradores, lançamos uma convocatória para que coletivos, movimentos sociais ou iniciativas de outros formatos ocupem o fórum com as atividades que já realizam em outros lugares.

Quem não luta tá morto é frase gritada por muitas e muitos dos que teimam em construir, em estado de constante disputa, lugares e tempos mais generosos e inclusivos.